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loveless, tearless.
do not cry, come here..
© theme.
sorrisosdelagrimas asked: + follow Ally *-*

seguindo de volta *-*


Usa sutiã de enchimento e depois diz que odeia falsidade.


“E se você odiar a minha história, desculpe, ela não foi escrita pra você.”
 A Cabana.     (via agonizei)


1 week ago · 5,974 notes · reblog
originally extinto · via todo-errad0

Ia deitar-se quando a campainha tocou. Uma, duas, três vezes. Quem poderia ser àquela hora imprópria. com aquele tempo demoníaco? Noé com a sua arca? Oh, uma má notícia sobre a vizinha Rosa? Que desespero! No caso de uma emergência, por certo telefonariam, muito simples. Jamais enviariam alguém só para avisar sobre o ocorrido - não seria nem lógico nem prático.

Enfiei os chinelos e arrastei-me para a porta, já com a azia a revolver-se no estômago, por causa do susto. Acendi a luz da sala, acordando o minúsculo peixe do aquário, o qual deu uma cambalhota com a graciosidade de um ginasta chinês e bateu com a cauda dourada à superfície da água, esguichando um repuxãozinho de conta-gotas. Endireitei-me e alisei um canto do tapete, que estava sempre a enrolar-se e no qual tropecei-me muitas vezes. Aproximei da entrada e perguntei-me a mim mesmo: não seria melhor fingir que não estava ninguém em casa e voltar para a cama? Não custava nada… A campainha guinchou de novo.

- Quem é? - sussurrei

Respondeu-me uma voz educada de homem, que na escuridão erma da noite ressoou como um sino.

- Perdoe-me por incomodar, mas tive um acidente com o carro. Será que posso usar o telefone? O meu celular está descarregado. Não me demoro nada. É urgente, e não lhe tomo mais do que um instante.


Aquelas simples palavras pesarão demasiado da conta. Afastei-me da porta e, correndo discretamente a cortina, espreitei pela janela. Lá fora não parecia nem noite nem dia, apenas um labirinto escuro, sombras dentro de sombras. O vento bramia e fustigava a casa em grandes rajadas, feito disparos de armas de fogo. Vislumbrou à entrada um vulto em pé, indistinguível na sua silhueta escura e inconsútil, como se usasse uma daquelas roupas de borracha negra dos homens-rã. Censurando-se pela imprudência, voltei para a porta e abri cautelosamente. Apercebendo-se do ar gélido que vinha da rua, apertei ao pescoço a gola do pijama de flanela. 

- Entre, entre.

- Deus lhe pague. Já não sabia o que fazer, sem carro e sem telefone. Com licença. Os celulares abandonam-nos sempre nas piores alturas.

- É verdade. Disse-me que sofreu um acidente?

- Pois é. Uma fatalidade. Nem acredito que isto me esteja acontecendo. Há dias em que uma pessoa não pode sair de casa.

- Está ferido? Não quer se sentar? Ou um copo de água?

- É  muita bondade sua. Acho que, se não se importa, vou-me sentar um minuto antes de fazer a chamada. Acredita que ainda estou com as pernas bambas? Se me feri? Para ser franco, não me sinto nada bem. Creio que nunca me senti tão mal em toda a minha vida. 

Examinei o recém-chegado com mais vagar. Não obstante a chuva, permanecia seco. Apesar disso, parecia precisar de um bom banho. Não cheirava nada bem, e as suas roupas estavam manchadas, umas nódoas escuras que lembravam compota de morango. Desviei o olhar, para não constranger o visitante.

- A sério? Talvez fosse melhor chamarmos uma ambulância… Perder tempo nestas coisas pode ser perigoso. Quer que avise alguém enquanto recupera o fôlego?

- Não, não vale a pena. Já não tenho ninguém.

- Não?

- Ninguém com quem possa falar.

Eu estava incomodado com aquela situação. Contorci-me, devido ao calafrio que lhe percorreu as costas. Havia algo de estranho naquilo tudo. Senti minhas mãos úmidas, a garganta apertada. Gaguejei por um momento.

- Perdoe-me a curiosidade, mas como foi o seu acidente? O seu carro bateu em outro carro?

- Que nada. O outro carro é que bateu em mim. - o homem falava em arranques distorcidos.

Respirei fundo, como se estivesse a vir à tona. Experimentei raiva antes do medo. Embranqueci feito um fantasma, levantei a sobrancelhas quase até a raiz dos cabelos. Lá fora, uma trovoada ressoou e fez funcionar o alarme de um automóvel estacionado.

- Atropelado? - balbuciei. Meus dentes começaram-se a bater uns nos outros. Não mexia uma pálpebra. Ao mesmo tempo, a vista ardia-me: era como se tivesse areia nos olhos. Será que o intruso conseguia farejar o cheiro do meu pânico?

- Exato. Passaram por cima do meu corpo. Sem mais nem menos. Como se eu fosse um tapete.

Sentiu-me gelar pela espinha abaixo, como se alguém lhe tivesse enfiado granizo pelo meu colarinho. E um breve silêncio tenso se estendeu por questão de minutos.

- E a pessoa que o atropelou? 

A voz do intruso, de educado, embargou-se, subiu de timbre e se tornou desagradável e hostil. Os músculos faciais endureceram, formando como que uma máscara.

- Ah, este… Fugiu, o velhaco. Se o apanho, faço com ele o que ele fez comigo.

Mordi o lábio com tanta força que este se rasgou - o sangue na língua era espesso, doce e tépido. Uma pegajosa película de pavor se colou à minha pele. Com os cotovelos encostados à cintura e os pulsos hirtos, exalei um gemido débil. 

- E por acaso viu-lhe a cara? - Neste momento, me descontrolei, e aspirei o odor enjoativo e pungente da minha própria urina.

- Não, não fui capaz. Quem me dera. Estive quase o tempo todo deitado de bruços. Mas, no último momento, consegui vislumbrar o carro dele. E nunca me vou esquecer do que vi.

- Não? E por que não?

O homem piscou os olhos vítreos e arreganhou um sorriso maligno.

- Porque era um Mercedes cor de maçã-reineta. Foi, nem mais nem menos, o carro que me matou.

O telefone tocou e arregalei os olhos. Graças a Deus, não passava de mais um simples pesadelo. Continuei são e salvo. Fora apenas um pesadelo monstruoso. Gradualmente, o quarto tomou forma à minha volta, e volumes cinzentos destacaram-se da escuridão: a cômoda, o roupeiro, uma cadeira, a janela. Estremeci de novo, me encostei contra a cabeceira da cama e acendi a luz da mesinha do lado. Pela primeira vez, comprovei na prática algo que já sabia na teoria: que um susto tremendo era realmente capaz de pôr em pé o cabelo de uma pessoa. Cada cabelo do corpo está ligado ao meu próprio musculosinho e respectiva fibra nervosa, e um estímulo poderoso dispara uma reação simultânea. Passando a palma da mão pelas penugens da nuca, senti as eriçadas. Quase como se tivesse acabado de ser eletrocutado. Picaram-me como minúsculas agulhas. E a outra possibilidade? A curiosidade excedia tudo, mesmo o medo: já agora, tinha de verificar se era apenas um sonho, ou era apenas a realidade vindo a tona sobre mim, outra vez. Bendito dia em que fui cometer a maior burrada da minha vida com aquele Mercedes.  Gustavo. |ROCKANDSODA




1 week ago · 3,023 notes · reblog
originally n3scau · via kstewlover
“O amor acontece quando você não esta a procura dele.”
Taylor Swift  (via ironicallygirl)


1 week ago · 162,743 notes · reblog
originally · via phfeelings

“Éramos o típico casal, que tinha ambos sentimentos de amor e ódio. Mas o ódio dominou de uma certa forma que pensávamos que não daria mais certo. Não tínhamos mais esperança. Cheguei em casa, após o trabalho e lá estava ela, à ponto de colocar um bilhete sobre a mesa. Mas desistiu. Ao me ver recolheu o pedaço de papel e colocou-o dentro do casaco. Ela olhou pra mim e simplesmente disse que partiria. E não me importei e disse sem medir palavras: ” - Vá, estás livre.” A ponto de ouvir o que eu disse, ela pegou as malas e sequer olhou nos meus olhos novamente. Era de se ouvir que estava se desmanchando em lágrimas. Talvez esperava um simples “fica”, o orgulho foi maior. Ela pegaria o terceiro trem do dia seguinte. Que partira tão cedo, antes mesmo do sol nascer. Assim que ela saiu, fechei a porta com uma certa angústia. Estava frio, fui ao quarto pegar um meia pra pôr nos pés. Abri a gaveta de meias e, abaixo de uma meia furada qualquer, me deparei com uma fotografia nossa. Estávamos fortemente abraçados e aparentemente sorridentes. Me veio um sorriso espontâneo e involuntário. Atrás dizia: - ” Juntos para sempre, meu amor.” Ao ler essa mensagem, me veio cenas de toda a nossa história. Era como um curta-metragem não organizado, as imagens passavam numa grande velocidade diante dos meus olhos. E sem perceber, uma lágrima escorreu por todo meu rosto, terminando no queixo. Sequei-a e pensei comigo mesmo: - ” Que burrada que eu fiz? Deixei a mulher da minha vida ir embora.” Sem medir esforços, peguei meu casaco coloquei o celular no bolso, enrolei um cachecol no pescoço, corri até a estrada e peguei o primeiro táxi a caminho do centro da cidade. Havia um trânsito tremendo, houve um acidente. Com pressa, passei ao lado daquele tumulto e sequer notei quem estava debruçado ao chão. Eu queria mesmo é chegar o quanto antes dela pegar o trem e partir. Faltando pouco tempo pra chegar ao centro, o celular toca. Era um número desconhecido. Meio receoso atendi e perguntei:
- Alô?!
- Alô! Aqui quem fala, é do pronto socorro da vossa cidade.
- Sim, o que deseja?
- Aconteceu um acidente gravíssimo, na avenida próximo ao centro. Com uma moça.
- Como assim, eu conheço a moça?
- De fato, ela mencionou um nome e um telefone. - Imediatamente liguei e o senhor atendeu.
- Não pode ser! - Estou a caminho.
Minutos depois, cheguei ao acidente, estava lá, a tal moça debruçada de costas. O cabelo era familiar a roupa não me era estranha. Os médicos viraram-a de frente, era ela, a mulher da minha vida. Toda ensanguentada. Não me contive e desabei em lágrimas. A situação era muito grave. Tiraram o casaco dela e o bilhete que ela haveria de deixar sobre a mesa aquela hora, caíra ao chão e o vento a meu favor traz aquele pedaço de papel até a minha mão. Segurei-o, minhas lágrimas caíram sobre ele e o deixou úmido. Estava sutilmente dobrado em quatro partes. Abri e nele dizia: ” O nosso amor poderia ter dado certo, mas nos deixamos abater por meros detalhes. Peço-lhe um tempo. Preciso pensar sobre nós dois. Estou partindo, indo pra casa de minha mãe. Ligarei assim que chegar. PS: Eu te amo! O exame de maternidade, deu positivo. Estou grávida. Lembre-se da nossa promessa: “Juntos para sempre, meu amor.” Ao terminar de ler, me veio um aperto no peito, a direita vinha o médico a minha direção e diz: - Sinto muito!
A partir daquele momento, meu mundo havia entrado em transe, meu coração acelerou, veio aquele sentimento de culpa, meus olhos ficaram embaçados, caí de joelhos e tudo ficou escuro. Acordei assustado, eu estava no meu quarto, achei estranho. Olhei para os lados, procurando ela… Não encontrei. No bidê ao lado, estava aquela fotografia encontrada na gaveta de meia e um bilhete que dizia: ” Juntos para sempre, meu amor” Pulei da cama corri para a cozinha, lá estava ela, preparando meu café da manhã. Totalmente aliviado, pensei: ” - Ufa! Não passou de um sonho ruim.” Imediatamente corri sorrindo, abracei-a por trás e disse: - Te amo meu amor… Juntos para sempre. Ela sorriu e disse: - Ué, aconteceu alguma coisa?
- Não, eu só não quero te perder, pra depois dar valor.
- Que lindo amor, te amo.
- Eu amo mais, pode ter certeza.”
Only a Solitary  (via verborragias)